DESTAQUE NACIONAL

Universidade brasileira mantém destaque global em ranking de sustentabilidade da ONU

Apesar de manter a terceira posição entre as universidades brasileiras e liderar no Paraná, UEL registra queda de cerca de 12% na pontuação global e supera a média mundial

Melhores do Mundo em Sustentabilidade
Foto: Celio Costa/UEL

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) alcançou um importante marco internacional ao consolidar sua posição de destaque global no Times Higher Education (THE) Impact Rankings. O prestigiado indicador mede o comprometimento das instituições de ensino superior com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU.

A UEL manteve sua posição na faixa 401–600 do THE Impact Rankings e no cenário nacional, permaneceu como a terceira universidade brasileira mais bem posicionada entre as instituições participantes da avaliação além de manter, pelo terceiro ano consecutivo, a liderança entre as universidades do Paraná.

Este resultado chancela a UEL como referência no desenvolvimento sustentável global, indo muito além da formação acadêmica tradicional e indicando um potencial de se tornar referência em sustentabilidade para todo o Brasil.

Superação

O grande destaque da edição de 2026 foi o desempenho de excelência da UEL frente aos competidores globais. A instituição superou a média mundial em nove dos ODS avaliados. Entre os destaques da edição de 2026 estão os resultados obtidos nos ODS 4 (Educação de Qualidade) e 5 (Igualdade de Gênero), áreas nas quais a universidade já vem apresentando desempenho de excelência em edições anteriores.

A UEL também registrou crescimento expressivo no ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), impulsionado pelo aumento de patentes, pela interação com o setor produtivo e pelo fortalecimento das empresas e startups originadas na universidade.

Embora a classificação geral da universidade tenha permanecido estável no ranking, houve uma redução da nota global, que passou de 78,6 na edição de 2025 para 69,1 na edição de 2026, representando uma diminuição de aproximadamente 12%.

Planejamento

De acordo com Ernane Torres Uchôa, diretor de Avaliação e Informação Institucional da Pró-reitoria de Planejamento (Proplan) da UEL, essa oscilação reflete, em parte, mudanças de desempenho em indicadores específicos e evidencia oportunidades para o fortalecimento de ações institucionais e da sistematização das evidências exigidas pela metodologia do ranking.

Uchôa também pontua que a avaliação leva em consideração dados coletados em 2024 e analisados no ano passado. Mesmo com um delay de quase dois anos, o resultado serve como uma autoavaliação para a Instituição e no caso da nova gestão não traz uma grande surpresa ao apontar aspectos que já tinham chamado a atenção da equipe.

“A nossa visão de gestão vai ao encontro do que está sendo apontado por este ranking que sai da área acadêmica e analisa a atuação da universidade na sociedade na questão da sustentabilidade, muito em alta. É realmente um termômetro para medir o engajamento em uma área que se apresenta tão importante quanto a acadêmica, onde já temos uma excelência reconhecida”, destaca.

A análise dos resultados exigiu uma avaliação criteriosa por parte da Proplan. Embora a universidade tenha mantido sua classificação geral no ranking, houve uma redução da nota global em relação à edição anterior e isso vem sendo interpretado como uma oportunidade de aprimoramento institucional.

“Não podemos analisar apenas a posição ocupada pela universidade. Houve uma redução da pontuação global, e isso sinaliza desafios que precisam ser enfrentados. O ranking é uma ferramenta importante porque nos ajuda a identificar áreas que demandam atenção e planejamento”, diz.

A avaliação mostra que muitos dos desafios identificados não decorrem necessariamente da ausência de ações desenvolvidas pela universidade. Em diversos casos, os resultados refletem a necessidade de fortalecer a produção de indicadores, a sistematização de dados, o monitoramento de resultados e a disponibilização pública das evidências exigidas pela metodologia internacional do ranking.

“Essas áreas exigem um esforço institucional mais estruturado, para implementar políticas e ações ainda não existentes, bem como para consolidar políticas e ações já existentes para aprimorar os mecanismos de monitoramento e demonstração dos resultados alcançados”, acrescenta Uchôa

Desafios

Entre os objetivos que apresentaram maiores dificuldades estão Água Potável e Saneamento (ODS 6), Energia Limpa e Acessível (ODS 7), Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11), Consumo e Produção Responsáveis (ODS 12) e Parcerias para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS 17).

No entanto, os resultados convidam ao enfrentamento da situação, exigindo um esforço institucional mais estruturado para implementar políticas e ações ainda não existentes, e consolidar políticas e ações já presentes ao aprimorar os mecanismos de monitoramento e demonstração dos resultados alcançados pela universidade. E para tanto a nova gestão universitária já sabe como agir.

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