
Transformar a riqueza da biodiversidade amazônica em produtos com mais qualidade, valor agregado e acesso a novos mercados é um dos caminhos construídos pelo governo do Pará para fortalecer a bioeconomia no estado.
Um dos exemplos dessa estratégia é o trabalho desenvolvido pelo Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, em Belém, que vem apoiando comunidades tradicionais e cooperativas paraenses no aprimoramento de processos produtivos a partir do beneficiamento de polpas de frutas.
Localizado no Complexo Porto Futuro, no Pará, o Parque de Bioeconomia é um dos principais equipamentos de apoio às ações previstas no Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), funcionando como um ambiente de conexão entre ciência, inovação, empreendedorismo e os conhecimentos tradicionais dos territórios amazônicos.
Em sete meses de funcionamento, o espaço já se consolidou como um ponto estratégico para impulsionar negócios sustentáveis baseados na floresta em pé.
Suporte a quem mantém a floresta viva
Os cursos que beneficiam produtores integra as ações do Inova Sociobio, programa do governo do Pará voltado ao fortalecimento da sociobioeconomia nos territórios. Por meio de capacitações, assistência técnica e investimentos, o programa apoia empreendimentos de povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.
A meta é agregar mais valor a produtos e aumentar a geração e distribuição de renda para comunidades que atuam efetivamente para a conservação da floresta. O Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia atua como um elo importante, garante apoio para a execução dessas ações, oferecendo infraestrutura, conhecimento técnico e ambiente de inovação para o desenvolvimento dos negócios.
Para a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, a iniciativa representa a aplicação prática da política estadual de bioeconomia, ao aproximar infraestrutura, conhecimento técnico e quem está produzindo nos territórios.
“Não basta ter a matéria-prima da floresta. É preciso fortalecer os processos, melhorar a qualidade, apoiar a inovação e criar caminhos para que esses produtos cheguem a mercados mais estruturados”, destaca a secretária-adjunta, Camille Bemerguy.
Frutos, riqueza e territórios
Dentro das ações desenvolvidas pelo Inova Sociobio, o curso de beneficiamento de polpas leva representantes de cooperativas e organizações comunitárias a experiências de qualificação técnica, desenvolvimento de produtos e aprimoramento de processos.
A formação prepara os participantes para buscar melhorias na produção. Os conhecimentos buscam ampliar a qualidade dos alimentos processados e criar novas possibilidades de comercialização. Durante as atividades, as cooperativas têm contato com etapas como desenvolvimento e validação de produtos em laboratório, análises de qualidade, boas práticas de manipulação, construção de marca e estratégias para inserção no mercado.
Camille Bemerguy reforça que o beneficiamento de polpas representa uma importante frente de agregação de valor às cadeias produtivas amazônicas.
“Cada fruto carrega uma história, um território e um conhecimento tradicional. Nosso papel é contribuir para que essas iniciativas tenham acesso a ferramentas que permitam crescer de forma sustentável, com mais organização, competitividade e geração de renda para as comunidades”, pontua a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas.