
A alta do diesel tem elevado os custos do transporte no campo e reduzido as margens dos produtores, intensificando a busca por alternativas mais eficientes para o escoamento da produção agrícola. Nesse cenário, o investimento em ferrovias ganha força como uma alternativa mais econômica e sustentável.
“Nesse cenário, a infraestrutura, logística ganha, bastante relevância e os players que atuam nessa cadeia tem uma responsabilidade grande de atuar tanto na eficiência operacional quanto investimento de novas infras”, destaca o responsável pela área de grãos da VLI Logística, Gabriel Fonseca.
Investir em infraestrutura deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. A integração entre rodovias, portos e, principalmente, ferrovias surge como caminho para ampliar a capacidade de escoamento e melhorar a eficiência da cadeia logística.
Além disso, o cenário de margens mais apertadas reforça a importância de soluções que garantam competitividade ao produtor rural.
Nesse contexto, o transporte ferroviário aparece como aliado, especialmente em longas distâncias, onde pode reduzir custos operacionais e melhorar o desempenho logístico.
“A ferrovia entra com papel estratégico, buscando preservar, essa competitividade para o produtor rural e ao mesmo tempo, garantir que o Brasil continue como um grande protagonista no mercado global de commodities” destaca Fonseca.
Alternativa sustentável
Além de mais eficiência, as ferrovias também representam uma alternativa mais econômica e sustentável. Em longas distâncias, o transporte ferroviário pode reduzir custos logísticos e emitir até seis vezes menos carbono do que o rodoviário.
“O modal ferroviário emite menos carbono do que outros modais. Caso, por exemplo, se comparado ao rodoviário até seis vezes menos emissão de carbono. Então, naturalmente, à medida que a gente aumenta a matriz de transporte ferroviário, a gente migra do rodoviário para ferrovia e estamos contribuindo diretamente para sustentabilidade do ponto de vista ambiental”, explica Fonseca.