ALTA DO DIESEL

Safra recorde pressiona logística e reforça necessidade de investimento em ferrovias

Com até seis vezes menos emissão de carbono, ferrovias se destacam como alternativa mais limpa ao transporte rodoviário

nutrição animal
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

A alta do diesel tem elevado os custos do transporte no campo e reduzido as margens dos produtores, intensificando a busca por alternativas mais eficientes para o escoamento da produção agrícola. Nesse cenário, o investimento em ferrovias ganha força como uma alternativa mais econômica e sustentável.

    O movimento ocorre em meio à expectativa de mais uma safra recorde no Brasil, a produção agrícola deve ultrapassar 350 milhões de toneladas em 2026, o que amplia o desafio logístico em um país ainda fortemente dependente do transporte rodoviário, justamente o mais impactado pela variação no preço dos combustíveis.

    “Nesse cenário, a infraestrutura, logística ganha, bastante relevância e os players que atuam nessa cadeia tem uma responsabilidade grande de atuar tanto na eficiência operacional quanto investimento de novas infras”, destaca o responsável pela área de grãos da VLI Logística, Gabriel Fonseca.

    Investir em infraestrutura deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. A integração entre rodovias, portos e, principalmente, ferrovias surge como caminho para ampliar a capacidade de escoamento e melhorar a eficiência da cadeia logística.

    Além disso, o cenário de margens mais apertadas reforça a importância de soluções que garantam competitividade ao produtor rural.

    Nesse contexto, o transporte ferroviário aparece como aliado, especialmente em longas distâncias, onde pode reduzir custos operacionais e melhorar o desempenho logístico.

    “A ferrovia entra com papel estratégico, buscando preservar, essa competitividade para o produtor rural e ao mesmo tempo, garantir que o Brasil continue como um grande protagonista no mercado global de commodities” destaca Fonseca. 

    Alternativa sustentável

    Além de mais eficiência, as ferrovias também representam uma alternativa mais econômica e sustentável. Em longas distâncias, o transporte ferroviário pode reduzir custos logísticos e emitir até seis vezes menos carbono do que o rodoviário.

    “O modal ferroviário emite menos carbono do que outros modais. Caso, por exemplo, se comparado ao rodoviário até seis vezes menos emissão de carbono. Então, naturalmente, à medida que a gente aumenta a matriz de transporte ferroviário, a gente migra do rodoviário para ferrovia e estamos contribuindo diretamente para sustentabilidade do ponto de vista ambiental”, explica Fonseca.