PARCERIAS ESTRATÉGICAS

Mapa discute cooperação e sustentabilidade agrícola na COP30

Reuniões trataram de agricultura regenerativa, carbono no solo e financiamento sustentável da cadeia do café

Close up of female farmer hand examining soybean plant leaf in cultivated agricultural field, agriculture and crop protection
Close up of female farmer hand examining soybean plant leaf in cultivated agricultural field, agriculture and crop protection

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manteve, nesta quarta-feira (12), uma série de reuniões bilaterais na Blue Zone da COP30, em Belém (PA), com foco na ampliação de parcerias internacionais voltadas à sustentabilidade e à mitigação das emissões de gases de efeito estufa no campo.

Os encontros reuniram representantes do Mapa e autoridades da Austrália e da Organização Internacional do Café (OIC). As conversas trataram de temas como descarbonização da agropecuária, carbono no solo, agricultura regenerativa e financiamento sustentável da cadeia do café.

Cooperação técnica e troca de experiências

Na reunião com a delegação australiana, o Mapa apresentou programas de redução de emissões já em andamento no Brasil, como o Plano ABC+, o Caminho Verde Brasil e o mercado regulado de carbono, recentemente aprovado. A taxonomia sustentável, que define critérios ambientais para investimentos, também foi destacada como uma ferramenta estratégica.

Segundo Bruno Brasil, diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, o diálogo permitiu avançar em propostas conjuntas. “O principal ponto de convergência foi a definição de padrões para medição de carbono no solo. Essa cooperação pode fortalecer protocolos usados no Brasil e ampliar o alcance das iniciativas globais”, explicou.

A Austrália também demonstrou interesse em conhecer o projeto AgriZone, desenvolvido pela Embrapa e pelo Mapa, para avaliar a possibilidade de adaptação no país caso seja confirmada como sede da COP31.

Parcerias na cadeia do café

Na segunda bilateral, com a OIC, o Mapa discutiu ações de agricultura regenerativa e valorização dos produtores de café. De acordo com Marcelo Fiadeiro, secretário de Desenvolvimento Rural, a intenção é ampliar a troca de experiências em boas práticas agrícolas e atrair financiamento climático para o setor.

Durante o encontro, a OIC anunciou o Expresso Fund, que será lançado após a COP30, em Dubai. O fundo tem como objetivo apoiar projetos sustentáveis na cadeia do café, alinhados às metas globais de redução de emissões e uso responsável dos recursos naturais.