LIDERANÇA

Ana Paula Repezza assume a presidência da CropLife Brasil

Com passagem pela Camex, executiva assume liderança de associação do setor de insumos

Ana Paula Repezza
Foto: reprodução/CropLife

A CropLife Brasil apresentou nesta semana sua nova presidente, Ana Paula Repezza. A executiva assume o cargo com o desafio de ampliar o diálogo institucional, avançar em pautas regulatórias e fortalecer a presença do setor em debates internacionais sobre inovação no agro.

Com formação em administração, pós-graduação em comércio exterior e mestrado em gestão internacional com foco em sustentabilidade, Ana Paula Repezza construiu sua carreira na ApexBrasil, onde atuou por cerca de 20 anos. No período, acompanhou mais de 20 segmentos do agronegócio em ações de abertura de mercados e promoção comercial.

A executiva também teve passagem pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), onde trabalhou na articulação entre diferentes ministérios e no desenvolvimento de políticas públicas. Segundo ela, essa experiência fortaleceu a capacidade de diálogo e construção de consensos, habilidades que pretende aplicar na nova função.

“É com essa bagagem, com essa visão estratégica do agro e da potencialidade do nosso agronegócio no mundo, que eu chego aqui para assumir essa instituição tão relevante que é a CropLife”, conta Repezza.

À frente da CropLife Brasil, Repezza destaca como prioridade o fortalecimento do ambiente regulatório e a ampliação da interlocução com governo e entidades do setor. A associação reúne cerca de 50 empresas que atuam nas áreas de bioinsumos, biotecnologia, sementes e defensivos químicos, com faturamento conjunto de R$ 114 bilhões em 2024.

Produção e preservação

Para a presidente, a combinação de tecnologias, como bioinsumos, biotecnologia e o uso correto de defensivos é essencial para garantir produtividade no campo.

“Quando estamos falando de unir bioinsumos com biotecnologia, com o uso correto de defensivos, estamos obviamente pensando numa preservação do meio ambiente, na sustentabilidade desse negócio que é agricultura tropical brasileira. Sem essa união entre altíssimos padrões de sustentabilidade e produtividade no campo não conseguimos ter o sucesso que a gente tem no mercado internacional”, destaca.

Desafios

No caso dos bioinsumos, Repezza aponta que o principal desafio é a regulamentação da nova legislação do setor, que deve trazer mais segurança jurídica e previsibilidade tanto para produtores quanto para usuários. Dados apresentados pela entidade indicam crescimento de 28% na área tratada com bioinsumos em 2024, totalizando mais de 190 milhões de hectares e movimentando cerca de R$ 6,2 bilhões.

Segundo a executiva, o avanço dessas tecnologias não substitui outros insumos, mas amplia as possibilidades de manejo no campo. “Não se trata de substituição, mas de complementaridade entre diferentes tecnologias disponíveis ao produtor rural”, afirmou.

A expectativa é de que a nova gestão contribua para consolidar o papel do Brasil como referência global em agricultura tropical sustentável e inovadora.