
Uma pesquisa recente revela mudanças no comportamento do consumidor brasileiro de carne bovina, com maior exigência em relação à origem do produto, sustentabilidade e bem-estar animal. O estudo aponta que cerca de 80% dos entrevistados consideram esses fatores importantes na decisão de compra.
O movimento “A carne do futuro é animal”, que completa um ano neste mês, foi criado com o objetivo de levar informações mais claras e reais sobre a pecuária brasileira, reconhecida internacionalmente.
Diante do avanço de narrativas de que o consumidor estaria reduzindo ou substituindo o consumo de carne bovina, a iniciativa encomendou uma pesquisa ao Instituto Qualibest para entender, de fato, a percepção do brasileiro sobre o produto e seus hábitos de consumo.
“De forma geral, o que mais chamou a atenção foi que apenas 1% das pessoas pretendem parar de consumir carne. Quando tentamos entender um pouco mais o consumo da carne no país, a gente percebe que 72% das pessoas pretendem manter o consumo atual de carne e 12% pretendem aumentar o consumo de carne”, destaca o diretor de marketing do movimento “A Carne do Futuro é Animal”, Gabriel Zuccoli.
De acordo com Zuccoli, a saúde aparece como principal motivador do consumo de carne, citada por 91% dos entrevistados, que associam a carne a benefícios como aporte de proteína, energia e nutrição. Além disso, oito em cada dez brasileiros avaliam a carne produzida no país como boa ou ótima.
Foto: reprodução/Planeta Campo
Consumidor mais exigente
O levantamento também destaca a crescente importância da rastreabilidade, onde 77% dos consumidores valorizam saber a origem da carne.
“Existe uma tendência clara de crescimento quando o assunto é rastreabilidade e veremos bastante avanço impulsionado por legislações, até pela própria pressão do mercado internacional. Mas para mim, o mais importante é realmente ter esse entendimento de que consumidor já se preocupa em entender a origem da carne que está consumindo”, explica Zuccoli.
Sustentabilidade
A sustentabilidade também ganha peso, sendo considerada relevante por 78% dos entrevistados, embora 34% ainda afirmem desconhecer os avanços da pecuária nesse aspecto. No entanto, a pesquisa indica que, embora a produção brasileira tenha avançado em práticas sustentáveis, grande parte da população ainda não percebe essas evoluções.
“Por mais que estejamos evoluindo cada vez mais nesse sentido, tenha o código florestal mais rigoroso do mundo, as pessoas na grande metrópole ainda não conseguem perceber esse avanço”, destaca o diretor.