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Irrigação pode elevar produtividade em até 30% e impulsionar renda, aponta estudo

Tecnologia amplia eficiência no campo, melhora indicadores socioeconômicos e pode expandir área irrigada sem avanço sobre novas fronteiras agrícolas

irrigação, cana-de-açúcar
Foto: Embrapa

A expansão da agricultura irrigada pode se tornar um dos principais motores de crescimento do agro brasileiro, com impacto direto na produtividade, geração de renda e desenvolvimento regional. É o que aponta um estudo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em parceria com a Esalq/USP.

“Buscamos levantar dados de alguns polos de irrigação, comparando os resultados, dessas regiões versos e regiões onde a gente não tem irrigação”, afirma o vice-presidente da CSEI, Luiz Paulo Heimpel.

De acordo com o levantamento, áreas com irrigação tecnificada apresentam ganhos expressivos quando comparadas às lavouras de sequeiro. De acordo com Heimpel, a cultura do café, por exemplo, cerca de 20% da área irrigada é responsável por 40% da produção nacional. Já na soja, o uso da irrigação pode elevar a produtividade em até 30%.

Além do aumento na produção, o estudo também identificou avanços em indicadores socioeconômicos, como o Produto Interno Bruto (PIB) e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em regiões que adotam a tecnologia.

Segundo Heimpel, a irrigação tecnificada se destaca como uma ferramenta estratégica por combinar eficiência produtiva com sustentabilidade. Isso porque permite intensificar o uso de áreas já abertas, sem a necessidade de expansão sobre novas regiões.

Potencial

Atualmente, o Brasil possui cerca de 8 milhões de hectares irrigados, mas o potencial é até cinco vezes maior. A expansão pode ocorrer, principalmente, em áreas degradadas ou de baixa produtividade, contribuindo para a recuperação do solo e o uso mais racional dos recursos naturais.

Apesar do potencial, o avanço da irrigação ainda enfrenta desafios estruturais. Entre os principais gargalos estão o acesso à energia elétrica, a gestão hídrica e a conectividade no campo, fatores considerados essenciais para viabilizar sistemas modernos, com monitoramento remoto e maior eficiência no uso da água.

Outro impacto apontado é na geração de empregos. A incorporação de tecnologia no campo tende a atrair mão de obra mais qualificada e jovens profissionais, ampliando as oportunidades no meio rural.

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