PAPEL ESTRATÉGICO

Liderança feminina nas propriedades rurais é destaque da Itaipu Rural Show 2026

Capacitação e acesso à informação fortalecem o protagonismo feminino na gestão das propriedades

Mulheres
Foto: reprodução/Planeta Campo

A presença feminina na gestão das propriedades rurais ganha cada vez mais espaço e foi um dos temas centrais da Itaipu Rural Show 2026, no município de Pinhalzinho, em Santa Catarina. O evento reuniu produtoras, cooperativas e especialistas para discutir capacitação, liderança e o papel estratégico das mulheres nas decisões do campo.

Durante muito tempo, a participação feminina esteve concentrada nas atividades operacionais. Hoje, porém, as mulheres negociam insumos, planejam investimentos e assumem a administração das fazendas.

A programação da feira contou com mais de 70 palestras e minicursos, muitos deles voltados ao protagonismo feminino e à profissionalização da gestão rural.

A busca por qualificação tem se tornado uma estratégia para fortalecer essa atuação. Participar de cursos, trocar experiências e acompanhar tendências tecnológicas fazem parte da rotina de produtoras que enxergam a capacitação como caminho para melhorar resultados e garantir sustentabilidade às propriedades.

De acordo com a palestrante, Ione Cortese, além do impacto na gestão, a presença feminina contribui para a organização do ambiente produtivo e para o planejamento de longo prazo. A liderança das mulheres, associada à divisão de responsabilidades dentro da família, pode refletir diretamente em lucratividade e estabilidade.

“A mulher que vai gerar uma boa gestão, ela consegue gerar uma harmonia naquela família, uma harmonia na propriedade e uma harmonia no relacionamento dela. Qual é a vantagem para a propriedade? Lucratividade e prosperidade”, destaca.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Agropecuário de 2017, mostram que Santa Catarina possui cerca de 183 mil propriedades rurais, das quais aproximadamente 19 mil são geridas por mulheres – cerca de 11% do total.

“Elas estão presentes nas propriedades, na tomada de decisão, na liderança, tanto na família como nas comunidades. Isso mostra muita força do cooperativismo através da mulher, essa iniciativa que ela tem, o poder que ela tem e a busca pelo conhecimento”, conclui a coordenadora dos programas da SESCOOP, Daivane Werlang.