
O estado de Minas Gerais vive um momento de expansão na avicultura de postura e já ocupa a segunda posição no ranking nacional de produção de ovos, ultrapassando o Paraná e ficando atrás apenas de São Paulo.
O avanço é impulsionado pelo aumento do consumo interno, investimentos na atividade e pela adoção de práticas mais sustentáveis, fatores que reforçam o otimismo entre produtores e comerciantes do setor.
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Na região de Delta, no Triângulo Mineiro, a rotina em uma granja mostra o ritmo acelerado da produção. São 23 galpões com galinhas poedeiras responsáveis pela produção diária de 54 mil ovos, entre brancos e vermelhos. O produtor de ovos Manoel Sabino, que atua há três décadas na atividade, afirma que nunca viu um crescimento tão expressivo na demanda.
“O momento é bom devido ao aumento de consumo. O consumo aumentou, o segmento tem crescido bastante na produção e no consumo”, afirma, Sabino.
Mercado externo
Além de conquistar a vice-liderança na produção nacional, Minas Gerais também se destaca no mercado externo. O estado ocupa a terceira posição nas exportações brasileiras de ovos. Nos dois primeiros meses deste ano, o volume embarcado cresceu 15,7%, alcançando mil toneladas.
Os números acompanham o crescimento nacional da atividade. Em 2025, a produção brasileira de ovos avançou 5,6%, enquanto em Minas Gerais o crescimento foi ainda maior, cerca de 8%, evidenciando a força da avicultura mineira.
“Em 2025 houve um crescimento na produção nacional de cerca de 5,6%. Em Minas Gerais vimos um crescimento ainda mais expressivo de cerca de 8%. Isso só mostra o quanto que o estado é importante para a agricultura de postura”, destaca a analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar, Nathalia Rabelo.
Comércio
Em Uberaba, uma distribuidora da família Rezende vende, em média, entre 160 e 170 caixas de ovos por semana, cada uma com 360 unidades. Durante a Quaresma, período tradicionalmente marcado pelo aumento no consumo da proteína, as vendas chegaram a 200 caixas por dia pela primeira vez.
De acordo com o empresário Rodrigo Rezende, o crescimento foi impulsionado tanto pelo período religioso quanto pela mudança na percepção do consumidor.
“Houve esse impulsionamento no período de quaresma, nós conseguimos bater pela primeira vez 200 caixas dia, ficamos surpresos devido ao autoconsumo. Com essa questão de saúde, o ovo tá sendo o segundo alimento mais completo do mundo, já não é mais o vilão”, destaca.
Segundo Rezende, comparado ao primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2024, as vendas registraram aumento de 20%. Para 2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento de cerca de 2,5% na produção de ovos em Minas Gerais.