LIDERANÇA FEMININA

Produtora rural se destaca no agro ao unir inovação, gestão moderna e sustentabilidade

Maressa Vilela investe em reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e melhoramento genético

Maressa Vilela
Foto: reprodução/redes sociais

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a produtora rural Maressa Vilela compartilhou sua trajetória no agronegócio, marcada pelo trabalho em família, visão empresarial e aposta em projetos de longo prazo.

Nascida e criada em São Paulo, Maressa Vilela teve contato com a fazenda desde a infância. Mas foi na juventude que decidiu dar um passo decisivo: quando tinha cerca de 20 anos, iniciou um projeto de reflorestamento com teca (árvore tropical de alto valor comercial) no norte de Mato Grosso.

“Falo que as raízes da teca me enraizaram junto, porque acho que eu não tinha noção que era um projeto tão longo. No começo dos anos 2000 eu plantei as árvores e, consequentemente, comecei a se envolver com outras coisas e tracei minha trajetória dentro da fazenda”, relembra.

Hoje, Maressa Vilela e o irmão comandam a operação de uma fazenda da família no norte de Mato Grosso. A propriedade, que estava bastante degradada, passou por um processo de transformação produtiva.

Atualmente, a fazenda está na terceira safra após a reestruturação e trabalha com produção de arroz, soja milho e pecuária.

Melhoramento genético

O pai de Maressa Vilela mantém um trabalho consistente no melhoramento genético de gado leiteiro, com matrizes da raça Gir e produção de embriões Girolando. A produtora rural atua diretamente nas transferências de embriões, além da cria e recria até a fase de novilha.

A mesma genética utilizada em Minas Gerais também é integrada às operações no Mato Grosso, fortalecendo a estratégia de padronização e ganho produtivo.

Na região mineira, a família ainda desenvolve agricultura em menor escala, principalmente voltada à produção de silagem, essencial para atender pequenos produtores locais, onde predominam as cadeias do leite e do café.

Café no radar

Embora o sul de Minas Gerais seja reconhecido como uma das principais regiões produtoras de café do país, a família ainda não ingressou nessa cultura. Maressa Vilela admite que a ideia já passou pela cabeça. “Tem áreas ali com mil metros de altitude que eu olho e penso: está faltando um café ali”, comenta.