TECNOLOGIA

Uso de drones na pulverização agrícola cresce e ganha espaço no campo

O número de equipamentos em operação no Brasil saltou de cerca de 3 mil para 35 mil nos últimos quatro anos

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Foto: Pixabay

O uso de drones na agricultura brasileira tem avançado rapidamente e já se consolida como uma alternativa eficiente aos métodos tradicionais de pulverização. A tecnologia vem ganhando espaço principalmente em áreas de difícil mecanização, oferecendo mais precisão nas aplicações, redução de custos e aumento da produtividade no campo.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o número de drones em operação no Brasil saltou de cerca de 3 mil para 35 mil nos últimos quatro anos.

O crescimento reflete a busca dos produtores por mais eficiência diante de desafios como aumento dos custos de produção, mudanças climáticas e a necessidade de produzir mais utilizando menos recursos.

De acordo com o gerente de marketing da DronePro, Cristiano Duma a rápida adoção da tecnologia acompanha uma mudança no perfil do produtor rural, que hoje enfrenta maior pressão econômica e climática.

“Tecnologias que entregam eficiência acabam sendo adotadas muito mais rápido e o drone entra exatamente nesse ponto. Ele traz mais precisão na aplicação, reduz o desperdício de produto e água. Permite operar em locais onde as máquinas tradicionais não alcançam, seja por questões de relevo ou por particularidades da lavoura”, destaca.

Benefícios

Estudos técnicos mostram que drones têm desempenho equivalente à pulverização tradicional, com vantagens como menor uso de água e insumos, além de mais segurança para o operador e capacidade de atuação em áreas onde máquinas não conseguem operar.

Além disso, a tecnologia melhora a disposição de gotas nas plantas e reduz perdas causadas pelo amassamento das lavouras.

“Os drones conseguem melhorar a deposição das gotas, principalmente nas partes mais baixas das plantas, lugares que os pulverizadores tradicionais têm dificuldade de alcançar. Em alguns casos, essa deposição pode chegar a quase o dobro”, diz Duma.

Outro ponto considerado estratégico é a capacidade de atuação dentro da chamada “janela de aplicação”, período ideal para realização dos manejos fitossanitários. Com maior agilidade operacional, os drones ajudam produtores a aproveitar melhor as condições adequadas para aplicação, especialmente em momentos críticos da lavoura.

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