
O Brasil caminha para colher a maior safra de café da história em 2026. A estimativa aponta produção de 66,2 milhões de sacas, resultado impulsionado principalmente por Minas Gerais, maior produtor nacional do grão e responsável por avanços em crédito, assistência técnica e certificação.
De acordo com o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento, o estado mineiro pode produzir cerca de 32,4 milhões de sacas, alta de quase 26% em relação ao ciclo anterior.
“Além disso, essa expectativa, se ela se confirmar, é de que a safra mineira chegue a representar quase 50% de toda a produção nacional de café em relação aos 45.5% da safra do ano passado”, destaca o assessor técnico da Seapa, Bruno Sebastyan Silva.
Clima e bienalidade favorecem produção
Segundo o assessor técnico da Seapa, o desempenho positivo é atribuído à combinação de bienalidade positiva do café e boas condições climáticas, especialmente durante a fase de enchimento dos grãos, quando o regime de chuvas foi considerado adequado.
Esse cenário cria expectativa de produtividade elevada e reforça o protagonismo mineiro na cafeicultura brasileira.
Crédito e assistência técnica sustentam avanço
Além do clima favorável, à sustentabilidade da produção passa por políticas públicas e apoio técnico. Linhas de crédito, pesquisa e programas de certificação ajudam a ampliar produtividade com responsabilidade ambiental e mais qualidade no campo.
Somente no último ano, cerca de R$ 2 bilhões foram liberados pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais com recursos do Plano Safra e do Funcafé.
A assistência técnica é reforçada por instituições como a Emater-MG, enquanto a pesquisa conta com atuação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Na área sanitária e de certificação, o trabalho envolve o Instituto Mineiro de Agropecuária (Ima), que contribui para padrões de qualidade e rastreabilidade.