
Com foco em tecnologia, inovação, mercado internacional e no chamado “mapa do caminho” para os biocombustíveis, lideranças do setor se reuniram nesta quarta-feira no terceiro Fórum Biodiesel e Bioquerosene, realizado durante a Fenagra 2026, em São Paulo.
O encontro, promovido pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene, reuniu representantes da indústria, especialistas e executivos para discutir os desafios e oportunidades da cadeia produtiva do biodiesel no Brasil.
Presidente do Conselho Superior da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Juan Diego Ferrés destacou que o avanço do setor depende diretamente de políticas públicas e da integração entre governo, indústria e ciência. “Temos tecnologia, temos matérias primas, temos instalações, temos investimentos que daria para estar transitando já de B15 para o B20”, destaca.
E isso também relaciona-se com produtividade, com custo menor. Quanto maior escala, menor o custo. Então esse ponto também é importante.
Ferrés também destacou que os biocombustíveis têm papel estratégico no processo de descarbonização da economia e na redução das emissões de carbono. De acordo com ele, a transição energética exige inovação e desenvolvimento tecnológico para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Soberania energética
Outro tema debatido no fórum foi a soberania energética do país. O vice-presidente do Grupo Potencial, Carlos Eduardo afirmou que o Brasil já possui capacidade instalada para ampliar a produção nacional de biodiesel.
“Hoje quando a gente desenvolve, industrializa no estado onde temos a indústria, ou seja, gera emprego, renda, desenvolvimento econômico e social, diminui-se o custo logístico. Custo logístico hoje de transporte no Brasil é 90% modal rodoviário. E quando se industrializa e consome no mesmo local, o custo diminui muito”, afirma.
Atualmente, o país produz cerca de 10 bilhões de litros por ano, mas conta com capacidade para chegar a aproximadamente 17 bilhões de litros, segundo o executivo.
Importância do biocombustível
Ele defendeu que o biocombustível seja tratado como uma política de estado, destacando a importância da industrialização da soja e do milho dentro do país para geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico.
“Não existe mais o agro sem o biocombustível. Hoje são os dois segmentos que caminham juntos”, afirmou Carlos Eduardo.
Ele também destacou que a expansão das biorrefinarias reduz custos logísticos, fortalece a economia regional e diminui a dependência brasileira do diesel fóssil importado.