
A substituição de insumos químicos por soluções biológicas tem avançado no agronegócio brasileiro e aparece como um dos principais destaques da Tecnoshow Comigo 2026, realizada em Rio Verde (GO).
Tecnologias desenvolvidas em parceria com a Embrapa mostram que é possível controlar doenças, otimizar a adubação e elevar a produtividade das lavouras com menor impacto ambiental, utilizando microrganismos naturais no manejo agrícola.
Segundo o engenheiro agrônomo da Cogny, Ivan Zorzzi, o mercado de controle biológico vive um momento de expansão diante dos desafios enfrentados pelo agricultor, especialmente com custos de fertilizantes, inseticidas e fungicidas.
“O agricultor hoje está num cenário desafiador de receber fertilizante, de comprar inseticida, de comprar fungicida. E nós, como empresas ou como mercado de controle biológico aqui no Brasil, nós temos opções para atender o agricultor nesse momento. A indústria brasileira de microorganismos e de bioinsumos está extremamente preparada para atender essa demanda nesse momento desafiador do agricultor”, destaca.
Entre as soluções apresentadas estão tecnologias capazes de melhorar o aproveitamento da adubação fosfatada e até substituir produtos químicos no controle de fungos e insetos.
“A indústria brasileira de microrganismos e bioinsumos está extremamente preparada para atender essa demanda nesse momento desafiador do agricultor”, destacou.
De acordo com Zorzzi, além do ganho operacional, o avanço dos biodefensivos reforça a agenda de sustentabilidade no campo. Pesquisas de mercado apontam que, entre 2029 e 2030, de cada R$ 100 investidos pelo produtor em defensivos agrícolas, cerca de R$ 25 poderão ser destinados aos biodefensivos. Atualmente, esse valor gira em torno de R$ 10.
O crescimento esperado reflete não apenas o desenvolvimento da indústria, mas também a maior adoção dessas ferramentas pelo setor produtivo.