
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informa que Rodrigo Agostinho deixou a presidência do instituto na última quinta-feira (2), após período à frente da autarquia desde 2023, no contexto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
O atual diretor de Proteção Ambiental, Jair Schmitt, assume interinamente a presidência da autarquia até que uma nova nomeação ocorra.
Trajetória
À frente do Ibama, Rodrigo Agostinho liderou um processo marcado pela retomada do protagonismo na agenda ambiental brasileira e pela valorização da atuação técnica do Instituto.
Dados oficiais do governo federal indicam uma trajetória consistente de redução do desmatamento no país, com queda de 32,4% em 2024, seguida por nova redução em 2025, com índices próximos de 11% na Amazônia e no Cerrado.
No acumulado, a redução na Amazônia chega a cerca de 50% em relação a 2022, evidenciando a efetividade das ações integradas de fiscalização, monitoramento e políticas públicas ambientais.
O fortalecimento institucional também se deu por meio da realização de concurso público para recomposição do quadro de servidores e modernização da estrutura. Na gestão, 831 servidores foram nomeados no instituto, reforçando áreas estratégicas e contribuindo para a eficiência das ações ambientais em todas as regiões do país.
Legado
Ao deixar o cargo, Rodrigo Agostinho destaca o compromisso coletivo com a defesa do meio ambiente e a importância de instituições públicas fortes, técnicas e comprometidas com o interesse da sociedade.
O Ibama reconhece e agradece a contribuição de Agostinho, cuja atuação deixa um importante legado para a autarquia e para o país, com fortalecimento institucional, integração entre políticas públicas ambientais e compromisso com a proteção do patrimônio ambiental brasileiro.