NO ESPÍRITO SANTO

Pecuária leiteira avança em sustentabilidade com o currículo mínimo de produção responsável

Iniciativa será aplicada em 400 propriedades ao longo de 36 meses, com foco em eficiência produtiva e redução de custos no campo

pecuária leiteira
Foto: Pixabay

A pecuária leiteira do Espírito Santo passa a contar com uma nova ferramenta para melhorar a eficiência e a sustentabilidade no campo. Lançado em Vitória, o currículo mínimo de sustentabilidade da atividade reúne 103 indicadores que orientam a produção de leite de forma mais responsável.

A iniciativa foi desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria de Agricultura do estado e com apoio do Instituto Federal do Espírito Santo. O objetivo é elevar o nível tecnológico das propriedades e tornar os produtores mais competitivos diante de um cenário desafiador para o setor.

Segundo o secretário de Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli, a pecuária leiteira enfrenta pressão com o aumento das importações, especialmente de leite em pó de países como Argentina e Uruguai, além de custos elevados de produção. Nesse contexto, melhorar indicadores técnicos e produtivos é essencial para garantir a sustentabilidade econômica da atividade.

O novo currículo organiza a produção em três pilares: sustentabilidade econômica, social e ambiental. Na primeira fase, o projeto será aplicado em 400 propriedades distribuídas pelo estado, com acompanhamento técnico contínuo para medir a evolução dos indicadores. A assistência será realizada por profissionais do Incaper, do Senar e de cooperativas locais.

“A maioria dos indicadores são 103 dos 78 estão dentro da vertente econômica, porque nós precisamos melhorar os métodos de produção. Indicadores de genética, de alimentação, produtividade e qualidade do leite. No sentido de tornar os produtores de leite mais competitivos e mais sustentáveis economicamente”, explica Bergoli.

Expectativa

De acordo com Bergoli programa terá duração inicial de 36 meses e pretende padronizar o atendimento técnico no campo, além de ampliar a adoção de tecnologias.

“Nós temos uma capacidade ociosa de laticínios cooperativos ou não cooperativos, que beira 50%, ou seja, nós temos capacidade de absorver um aumento ou até dobrar a produção de leite”, destaca.

Além do ganho produtivo, a proposta busca fortalecer a diversificação de renda no campo. A pecuária leiteira é a segunda atividade mais presente nas propriedades rurais capixabas, atrás apenas do café, e se destaca por garantir receita mensal aos produtores.