NUTRIÇÃO

Produção de ração animal cresceu 2,8% no Brasil em 2025

Com crescimento de quase 90 milhões de toneladas produzidas em 2025, o setor de rações mostra que produtividade, exportação e sustentabilidade estão cada vez mais conectadas

ração animal
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta pressão sobre custos e oferta de alimentos, o Brasil se consolida como potência global em nutrição animal.

Com crescimento de 2,8% e quase 90 milhões de toneladas produzidas em 2025, o setor de rações mostra que produtividade, exportação e sustentabilidade estão cada vez mais conectadas na cadeia do agro brasileiro.

O diretor de suprimentos da Altech para a América Latina, Hugo Nascimento destacou os fatores que colocam o país em posição de destaque no cenário global da produção de ração.

Segundo ele, a competitividade brasileira está diretamente ligada ao custo de produção, especialmente pela disponibilidade de matérias-primas como soja e milho, além do acesso a energia renovável.

Nascimento ressaltou que o Brasil é hoje o maior produtor e exportador de soja e caminha para uma produção de milho próxima de 130 milhões de toneladas, o que reforça a base de insumos para a nutrição animal.

Ele também destacou o consumo interno de proteína animal, que mantém forte demanda pela indústria, além do papel do país como grande exportador de carnes.

Sobre sustentabilidade, o Nascimento citou avanços na pecuária brasileira, como sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta e a recuperação de áreas degradadas, que contribuem para a redução de emissões. Ele também mencionou o uso crescente de aditivos nutricionais e tecnologias que ajudam a melhorar a eficiência produtiva e reduzir a pegada de carbono.

Outro ponto destacado foi o crescimento da aquicultura, especialmente da produção de tilápia, que avançou cerca de 9% em 2025. Para ele, o segmento tem grande potencial de expansão no país, podendo se tornar uma das principais fronteiras da nutrição animal nos próximos anos, impulsionado pelo aumento dos custos de outras proteínas e pela disponibilidade de recursos hídricos no Brasil.