IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL

Dia Mundial do Leite reforça papel da atividade na geração de renda e desenvolvimento rural

Com produção de 349,5 milhões de litros em 2024, pecuária leiteira capixaba aposta em gestão, inovação e sustentabilidade

leite; ordenha
Foto: Freepik

Celebrado nesta segunda-feira (1º) , o Dia Mundial do Leite reforça a importância da cadeia leiteira e evidencia iniciativas como o Currículo Mínimo de Sustentabilidade para o Espírito Santo.

Presente diariamente na alimentação das famílias e na rotina de muitos produtores rurais, a atividade leiteira tem relevância econômica e social, contribuindo para a geração de renda, fortalecimento da agricultura familiar, permanência das famílias no campo e desenvolvimento das diversas regiões do estado.

A pecuária leiteira capixaba tem avançado em direção a sistemas cada vez mais eficientes, tecnificados e sustentáveis. Nesse contexto, sustentabilidade vai além da preservação ambiental: envolve também gestão da propriedade, qualidade de vida no campo, bem-estar animal, sucessão familiar, responsabilidade econômica e inclusão social.

Currículo Mínimo de Sustentabilidade

Um dos destaques desse processo é o Currículo Mínimo de Sustentabilidade para a Pecuária Leiteira Capixaba, ferramenta desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), Campus Santa Teresa.

A ferramenta foi criada para orientar técnicos e produtores rurais na avaliação e melhoria contínua dos sistemas de produção de leite no estado. O currículo reúne indicadores organizados em três eixos, econômico, social e ambiental, permitindo um diagnóstico detalhado das propriedades rurais e apontando caminhos para evolução da atividade.

Para cada indicador, a ferramenta apresenta parâmetros claros de desempenho classificados em níveis crítico, intermediário ou desejável. A proposta é oferecer uma visão ampla da propriedade, auxiliando o trabalho de assistência técnica e extensão rural na construção de sistemas produtivos mais equilibrados, resilientes, eficientes e sustentáveis. 

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destaca que o conceito de sustentabilidade aplicado à pecuária leiteira vai muito além da questão ambiental.

“A sustentabilidade precisa ser entendida de forma ampla. Não estamos falando apenas da preservação ambiental, mas também da capacidade da propriedade gerar renda, promover qualidade de vida para as famílias rurais e garantir sucessão no campo”, destaca.

Pecuária leiteira

Em 2024, a produção de leite no Espírito Santo alcançou 349,5 milhões de litros, com valor de produção de R$ 835,8 milhões. A atividade está distribuída por praticamente todo o território capixaba, com destaque para Ecoporanga, maior produtor estadual, com 24,6 milhões de litros, equivalente a 7,03% do total.

Na sequência aparecem Mucurici com 14,7 milhões de litros (4,22%), Alegre com 14,1 milhões de litros (4,02%), Presidente Kennedy com 13,9 milhões de litros (3,98%) e Nova Venécia com 12,6 milhões de litros (3,61%).

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